sábado, 10 de setembro de 2016

Naomi & Ely’s No Kiss List (2015)

Sinopse: "Naomi e Ely sempre foram melhores amigos. Eles saem, se divertem e passam o tempo todo juntos, mas um romance nunca entre eles acontece por uma razão óbvia: Ely é gay. A dupla decide estabelecer uma "no kiss list", ou seja, a lista de pessoas que nenhum dos dois podem beijar, para não estragarem a amizade.”

Direção: Kristin Hanggi

Duração: 90min.

SO, eu já postei aqui minha sincera opinião sobre o livro Naomi & Ely e a Lista do Não Beijo, mas, em resumo, eu não curti, achei o livro bem méh, com ótimos personagens secundários, mas uma protagonista intragável. Maaaas o filme estava disponível na Netflix e tem Matthew Daddario, então, se fosse tão ruim quanto o livro, ao menos teria ele de vez em quando pra fazer valer o tempo gasto assistindo.

Naomi & Ely conta a história de dois melhores amigos (Naomi e Ely, claro) que moram no mesmo prédio desde pequenos e fazem as mesmas coisas juntos... Desde sempre. Frequentam os mesmos cafés, baladas, enfim, tudo. E têm uma lista de pessoas “fora dos limites” para os dois – aka pessoas por quem os dois têm uma queda, e que não deve passar disso. A história começa mais ou menos com a adição do porteiro noturno do prédio, Gabriel, à lista do não beijo, e o fato de Ely beijar o então namorado de Naomi, Bruce.

A história dos personagens ficou meio confusa – a coisa de Bruce 1, Bruce 2, Robin-homem, Robin-mulher foi tão “não explicado” que ficou bem sem sentido -, os secundários viraram BEM secundários e tem gente que apareceu lá que nem entendi de onde veio e pra onde foi, e é EXTREMAMENTE difícil ligar pra eles, er.

No geral, porém, o filme conseguiu algo que o livro não acertou pra mim: ele é um romance bem mais adolescentezinho que funciona. Naomi é apaixonada por Ely. Ely é gay. O Bruce está no meio da história – é o namorado da Naomi que fica com o Ely -, assim como o Gabriel, e a coisa funciona. É fácil, aqui, querer que a Naomi pare de frescura, supere o Ely e fique com o Gabriel, e que as coisas deem certo pra Bruce e Ely. Aliás, esse bizarro quadrilátero amoroso é bem mais interessante que o plot principal da briguinha da Naomi com o Ely depois que ele conta que beijo Bruce, e MUITO melhor colocado no filme que no livro.

Outro ponto bem positivo é que Naomi não enche tanto a paciência no filme – aliás, ela até se mexe pra resolver algumas coisas, mó incrível! -, e os problemas dela com a mãe ficam óbvios sem que o roteiro explique muita coisa. Além disso, o filme se passa em New York e é LINDO como exploram a cidade, é daqueles que te dá vontade de ir conhecer, não por ser NYC, mas porque os cenários são lindos e as localizações são reais.

Até o Gabriel do filme ficou bem mais interessante que o do livro, deram mais conteúdo pra ele (apesar das poucas falas) e, diferente do Gabriel do livro, o do filme não é um desperdício (que é, by the way, a maneira que ele próprio se define: um desperdício). E tem esse gif incrível dele dançando, er. xD


No geral, curti o filme bem mais que o livro, e essa é provavelmente a segunda ou terceira vez que isso aconteceu na minha vida. Super recomendo como um passatempo ou sessão da tarde. ;)

Nenhum comentário:

Postar um comentário